Protesto em Najaf, no Iraque, contra a situação econômica e o governo do país — Foto: Alaa al-Marjani/Reuters

Protestos nesta sexta-feira (25) contra o governo iraquiano deixaram mais de 20 mortos em Bagdá e no sul do país, onde manifestantes atacaram prédios de instituições e de partidos políticos. Segundo a agência France Presse, os mortos no fim do dia chegavam a 24. A rede Al Jazeera, por sua vez, cita 21.

Na capital, os agentes dispararam gás lacrimogêneo para dispersar milhares de manifestantes que se reuniram nos acessos à Zona Verde, onde estão os principais órgãos do governo e a embaixada dos Estados Unidos.

A onda de protestos deflagrada no início do mês foi marcada pela violência e deixou, entre 1º e 6 de outubro, mais de 150 mortos.

Segundo números oficiais, a maioria das vítimas é de manifestantes.

No poder há um ano, o governo de Adel Abdel Mahdi decretou a mobilização geral das forças de segurança a partir da noite de quinta-feira para conter os distúrbios.

Os protestos denunciam a corrupção e exigem empregos e serviços públicos de qualidade em um país rico em petróleo, mas onde falta eletricidade e água potável.